O SCVR 2003 apresentou-se frente à Diogo Cão 2003 com:
3GR: Afonso, Paulo e Diogo; e 14 jogadores de campo: Jotinha, Jota, Francisco, Kiko, J. Coelho, A. Castro, João António, N. Rito, N. Costa, Guilherme, Diogo Machado, Zé Miguel, Sandro e Alexandre.
Até às 11h da manhã, o campo de sabroso registrava um forte nevoeiro que reduziu muito a visibilidade dentro de campo, não se conguindo ver de uma baliza para a outra, pondo em causa a realização do jogo. Felizmente o nevoeiro acabou por desaparecer, permitindo que as crianças se divertissem e fizessem o que mais gostam ... jogar futebol.
Obrigado à ADCE Diogo Cão pela forma como nos recebeu.
Já lá vai o tempo em que se jogava na rua, usando duas pedras de cada lado para fazer as balizas. Durante anos da minha juventude joguei “à bola”, naquela larga curva de alcatrão, junto ao “velho” portão de entrada do mítico campo do calvário. Ali jogávamos com entusiasmo e satisfação, horas a fio, utilizando o antigo e tradicional sistema organizativo, o “muda aos cinco e acaba aos dez”, onde imperava a máxima dos mais fortes, ou seja, “quem perde sai”. Um sistema evoluído que incluía paragens para descanso. Evoluído, porque não surgiam quando nos apetecia, eram pausas obrigatórias, com graves penalizações para quem não as cumprisse. Penalizações que poderiam ir desde o ligeiro “insulto” ou sermão, ao penoso atropelamento, imputadas pelo condutor do “moderno” Mercedes Benz 240 D, que ali passava no regresso a casa. Era um grupo de jovens que se juntava para “jogar à bola” à procura de diversão, sem obrigações nem responsabilidades competitivas. Só precisávamos de respeitar o próximo e de honrar as regras por nós estabelecidas. Era uma atividade física que fazíamos por prazer, como ocupação dos tempos livres, combatendo o sedentarismo, promovendo a socialização e cultivando amizades.
O futebol infantil atingiu um estado bem diferente do das gerações anteriores, onde o único envolvimento dos adultos era quando as nossas mães nos chamavam para ir fazer os TPC’s ou porque o jantar estava pronto. O futebol para as nossas crianças já não é tão bonito. Por vezes, chega a ser feio.
Demasiado competitivo e excessivamente controlado pelos adultos.
Numa altura em que os nossos filhos já não podem jogar na rua sem a supervisão de um adulto, os pais e treinadores assumiram o controlo do jogo. Atualmente as crianças não aprendem por si, mas sim com os adultos.
O futebol das crianças:
• Já não é das crianças – os adultos assumiram o jogo.
• Vemos em todos os jogos as mesmas crianças no banco de suplentes.
• Treinadores e pais a “gritar” de fora das 4 linhas.
• Demasiada preocupação com a vitória – esquecendo a diversão, o desenvolvimento da autonomia, espírito de iniciativa e criatividade.
• Não existe a quantidade suficiente de “jogo livre” onde são as crianças a resolver os seus problemas.
Como encaro a posição e trabalho do treinador nos escalões de formação, e mais especificamente em crianças sub-8 (escalão que estou a treinar).
''A Preocupação exagerada com o ganhar e o perder prejudica o desenvolvimento da criança ou jovem''.
Existem sempre atalhos, ou outras formas que nos podem conduzir à vitória no jogo seguinte. Mas isso não significa que se consiga ganhar nos próximos cinco ou seis anos.
Todas as crianças querem ganhar, como tal, não precisamos de nos preocupar com isso. A motivação é intrínseca, sendo que o interesse parte da própria criança. Na sua maioria, as crianças não entram em campo e dizem: “Hoje, vou perder”. Elas são naturalmente competitivas. A nossa preocupação deve-se centrar na ação dos jogadores e não no resultado.
O trabalho do treinador é simplesmente o de criar um ambiente favorável para a aprendizagem, possibilitando à criança a oportunidade de se divertir e explorar o jogo.
Deve ser um ambiente que permita às crianças serem criativas, onde se possam expressar e transportar um pouco do seu carácter para jogo, sempre conscientes que se trata de um jogo coletivo, interagindo umas com as outras.
As crianças não devem ser “robots com comando à distância”, devem pensar por si, sem influência do treinador ou "não-treinador".
As crianças devem experimentar mais do que uma posição em campo. Ajuda-os a perceber melhor jogo e a desenvolver outras capacidades. Manter um jogador sempre na mesma posição não o vai ajudar a ultrapassar os desafios que vai encontrar no futuro, quando passar para um nível de desenvolvimento superior (ou escalão).
A motivação é o maior motor da vontade, e esta faz “milagres”. (…)
São oito citações super motivacionais para alavancar a sua motivação. Mesmo que você esteja apenas começando, ou que você seja um atleta consagrado, certamente irá ficar inspirado e motivado para treinar ainda com mais afinco e dedicação. Estas palavras de sabedoria irão ainda ajudá-lo a melhorar, não só a sua habilidade, mas também a sua atitude face ao treino. Justifico o incentivo da necessidade de trabalhar na sua motivação com uma citação: “As pessoas costumam dizer que a motivação não dura sempre. Bem, nem o efeito do banho, por isso recomenda-se diariamente.” – Zig Ziglar.
Motive-se!
"Não é o tamanho do cão que conta na luta, mas o tamanho da luta no cão." – Magic Johnson, NBA star
Chega um momento na vida de cada atleta em que se depara com um adversário que o irá certamente apanhar de surpresa, fugindo à “normalidade”. … Se você é uma pessoa grande, use o seu tamanho como vantagem. Se você é pequeno, arranje forma de minimizar as diferenças, com outra habilidade. Nos programas de preparação mental uso uma frase que espelha esta ideia: “Os nomes não ganham competições”. Acredite em você, coloque-se à prova, dê o seu máximo e faça a análise apenas no final.
"A diferença entre o impossível e o possível reside na determinação de um homem." – Tommy Lasorda
Esta frase, expressa a razão pela qual os atletas continuam a bater recordes ou a melhorar as suas prestações. … Determine-se e crie a sua própria possibilidade.
"Defina as suas metas com objectivos elevados e não pare até chegar lá." – Bo Jackson
… Continue e seja persistente, os resultado estão a caminho.
"Ser derrotado é normalmente uma condição temporária. Desistir é o que a faz permanente." – Marilyn vos Savant, Cronista
... Você só tem a aprender com os seus erros, mudar, e treinar ainda mais duro para a próxima competição.
"Dar menos que o seu melhor é sacrificar um dom." – Steve Prefontaine, corredor
Não seja modesto em relação aos seus talentos. … Não relaxe, ou ignore a prática. Ajude-se a si mesmo a tornar-se o melhor atleta que você pode ser e tire proveito das suas habilidades naturais.
"Quanto mais duro você trabalhar, mais sorte terá." – Gary Player, Jogador de golfe
Esta é talvez a citação motivacional mais negligenciada pelos atletas. ... A verdadeira sorte é aquela que você cria por si mesmo. Como atleta, você tem a chance de aumentar a sua sorte através do treino e desenvolver em pleno o seu potencial. Aumenta assim as probabilidades de ganhar em seu favor.
"Você não conseguirá fazer uma grande execução, a não ser que a faça primeiro no treino." – Chuck Noll
Por vezes, para um atleta a prática diária do treino pode ser aborrecida. … Você não pode esperar realizar o seu melhor de forma espontânea durante um jogo sem a prática correta. A boa prática leva à mestria.
"A motivação é uma decisão, depende de si mesmo." – Eu próprio, psicólogo e treinador.
… A motivação é algo intrínseco, pode decidir aumentá-la como se estivesse a aumentar a intensidade de uma lâmpada.
Numa das paredes do Comité Olímpico Norte Americano está escrita uma frase: “Não apenas de 4 em 4 anos. Mas sim todos os dias”. ... A motivação deve permanecer no tempo e ser aplicada todos os dias no treino e não apenas no dia da competição. A motivação funciona como uma lente ao sol, tem a capacidade de ampliar a sua dedicação e empenho.